quarta-feira, 13 de setembro de 2017

SUGESTÕES PARA AJUDAR A CONTROLAR O TDAH




SUGESTÕES PARA AJUDAR A CONTROLAR O TDAH

- Pensar na possibilidade de aderir a um grupo de apoio ou buscar profissional especializado.
- Tentar livrar-se da negatividade.
- Fazer uso de listas, lembretes para ajudar a criança e habituá-la a recorrer.
- Estabelecer prazos.
- Incentivar naquilo que ela faz bem feito – elogiando, oportunizando sensação de conquista para a criança. (Faz mais efeito que cobranças que já se sabe, não solucionam).
- Compreender mudanças de humor e buscar formas de controlá-las.
- Crianças com TDAH estão acostumadas a serem criticadas; em geral apresentam autoestima baixa e dificuldades de aprendizagem.
- Aprender a lidar com os diversos sintomas, mostrar para a criança que compreende e que poderá auxiliá-la é bastante eficiente, proporciona melhor qualidade de vida para ela e para a família e os resultados positivos vão aparecer na escola.
Sandra H. Pio – Psicopedagoga
Fonte: Russel A. Barkley. TDAH.


sábado, 5 de agosto de 2017

Inclusão na escola do aluno com Síndrome de Down



 

"A Inclusão é um processo. Isto significa que a inclusão tem que ser vista como uma procura sem limites para encontrar as melhores formas de responder à diversidade. Significa aprender a viver com a diferença e aprender a aprender com ela. Desta forma, as diferenças passam a ser vistas duma maneira mais positiva como um estímulo para encorajar a aprendizagem, entre crianças e adultos.” In "Orientações para a Inclusão" (UNESCO, 2005).

A interação com o meio faz a diferença para indivíduos Down.

Muitas vezes, o professor tem dificuldade inicial em aceitar a criança com SD por desconhecimento da síndrome e aparente resistência com o diferente.

Recebendo o aluno com Síndrome de Down:

1º) Informar-se;

2º) Conhecer a história familiar;

3º) Conhecer a criança individualmente.

John Langdon Down, médico britânico descreveu a síndrome em 1866. Em 1958, o geneticista. Jérôme Lejeune - Distúrbio genético na distribuição e, ao invés de 46, as células recebem 47 cromossomos e este cromossomo a mais se liga ao par 21. Termo Trissomia do 21. O número de cromossomos presentes nas células de uma pessoa é 46 (23 do pai e 23 da mãe).

De acordo com ECLAMC – Estudo Colaborativo Latino-Americano de Malformações Congênitas, o risco de uma mulher de 34 anos, gerar uma criança com SD é de (1/392), e para uma mãe de 40 anos, o risco é de (1/80).

No estudo de Pereira-Silva (2000), com seis famílias de crianças com SD, quatro mães tinham idades entre 36 e 43 anos.

Estes dados não descartam a possibilidade da incidência em crianças com mães mais jovens.

Características: 
Alegre, imita os outros, precisa de contatos físicos. É sociável, gosta de jogos, aprecia música. Obesidade é frequente - Sensível e Afetiva. Opositora, teimosa e irritada. Baixa tolerância à frustração.

O que é SD? 
SD é essencialmente um atraso do desenvolvimento das funções motoras e das funções mentais. A criança com SD vai conquistando embora com atraso, as diversas etapas do desenvolvimento. A linguagem dessas crianças é bastante comprometida, se comparadas com o grupo de crianças com desenvolvimento típico. Apresentam expressão verbal e gramatical pobre. Porém algumas crianças podem atingir altos níveis de linguagem. A maioria dos SD faz uso funcional da linguagem e compreende as regras utilizadas nas conversações.

A SD pode ter graus diferentes? N Ã O

Assim como qualquer criança, as crianças SD também se desenvolvem diferentemente umas das outras. Apesar da variação entre as crianças, todas apresentam Deficiência Mental. Pessoas com SD têm uma habilidade cognitiva abaixo da média, variando de Retardo Mental Leve a  Moderado ou Grave. Um pequeno número de afetados possui Retardo Mental Profundo.

As crianças com SD apresentam problemas de saúde:
→ Malformação cardíaca em 50% dos casos; → Malformação do intestino; → Deficiência imunológica; → Problemas de visão e audição; → Doença do refluxo gastroesofágico; → Apneia de sono obstrutiva e problemas respiratórios; → Problemas odontológicos. → Disfunções da glândula tireoide.

Como é o desenvolvimento da criança com SD? 
 → O desenvolvimento ocorre em um ritmo mais lento que o das crianças típicas.

Apesar do atraso na área motora a criança SD pode executar tarefas simples, mas a Deficiência Mental vai exigir mais estímulos.

Como estimular a criança com SD? 
Os professores propõem atividades que a criança SD seja capaz. A partir destas conquistas, o estímulo vai aumentando o grau de dificuldade e exigência. A participação na vida social e escolar auxiliará seu desenvolvimento cognitivo e emocional. É aconselhável em turno inverso que a criança receba apoio de especialistas de acordo com suas necessidades; Psicopedagogo, Psicólogo, Fonoaudiólogo, Fisioterapeuta, Terapeuta Ocupacional entre outros.

Como é o temperamento? 
A criança com SD também tem sua personalidade, como todas as outras. Depende em grande parte de suas experiências.

Como a criança deve ser educada? 
Deve ser educada como qualquer outra criança. Os pais devem impor limites. Será necessário maior cuidado, pois a criança vai demorar mais para aprender.

Se o professor trata a criança com aceitação e naturalidade, os colegas também o farão. O professor deve procurar não superproteger a criança, interferindo o menos possível. Trabalhos especializados devem ser realizados individualmente num tempo determinado para aquela criança.Não se deve tratar a criança como se ela fosse mais fraca ou diferente, fazendo exigências ou restrições aos outros da turma. Os colegas poderão se sentir com pena, com raiva, com responsabilidade excessiva ou em segundo plano.

O quê deve ser dito aos colegas de classe? 
Vai depender da faixa etária da turma.

Poderá ser explicado que o colega com SD aprenderá as coisas do mesmo jeito que todos, talvez um pouco mais devagar. Evite expor a criança em situações de indagações e comentários. 
Sandra H. Pio – Psicopedagoga – Reg. MEC 7526

terça-feira, 25 de julho de 2017

TDAH - 7 Regras para a Família e a Escola



Princípios Gerais de Manejo na Escola
Russell A. Barkley

São 7 regras que a família e a escola juntas poderão projetar um programa para a criança portadora de TDAH.

1. Regras e instruções devem ser claras, breves e (quando possível) representadas fisicamente sob a forma de cartazes, listas e outros lembretes visuais. Acreditar na memória da criança e em lembretes verbais geralmente não funciona. Encoraje a criança a repetir as instruções em voz alta e repeti-las a si mesmas em baixo tom enquanto segue as instruções.

2.
Recompensas, punições e respostas usadas para manejar o comportamento da criança devem ser dispensados de maneira rápida e imediata, e a abordagem total para a utilização de consequências deve ser bem planejada e organizada.

3.
Respostas ou resultados frequentes por seguir regras são cruciais para manter a obediência da criança.

4.
Crianças com TDAH são menos sensíveis a elogios sociais e reprimendas; portanto, as consequências por bom ou mau comportamento devem ser mais vigorosas do que aquelas necessárias para controlar o comportamento de crianças sem TDAH.

5. Recompensas e incentivos devem ser usados em vez da punição, ou seu filho passará a encarar a escola como um local em que provavelmente ele vai ser mais punido do que recompensado. Certifique-se de que o professor espera uma semana ou duas após estabelecer um programa de recompensas na escola antes de começar a usar punições. Certifique-se, então, que o professor fornece duas ou três recompensas para cada punição. Quando as punições falham, veja inicialmente se as recompensas são insuficientes; quando forem, as punições não controlarão o comportamento do seu filho.

6. Sistemas de recompensas com fichas podem permanecer eficazes durante um ano escolar inteiro com mínima perda de intensidade, já que as recompensas são alteradas frequentemente. Crianças que apresentam TDAH enjoam de determinadas recompensas mais rápido que outras crianças, e professores que não são capazes de reconhecer esse fato geralmente abandonam o programa de fichas muito precocemente, acreditando que ele parou de funcionar.

7. A antecipação é o segredo com crianças que apresentam TDAH, especialmente durante as fases de transição. Para assegurar que seu filho está atento a uma mudança que está para acontecer, peça ao professor para seguir as estratégias. (a) Revise as regras antes de prosseguir com novas atividades; (b) faça com que a criança repita essas regras, incluindo recompensas por bom comportamento e punição por má conduta e (c) dê seguimento ao plano quando a atividade começar. Aqui, a mensagem importante para os educadores é: Pense em voz alta, pense para frente.

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Hábitos de Estudos - Estudar Também se Aprende



                                                       
Nada melhor que a volta às aulas para os pais e professores reforçarem a autoestima da criança destacando seus aspectos positivos e suas potencialidades direcionando para autonomia, responsabilidade, organização e satisfação em cumprir seus deveres.

Algumas sugestões para tornar esse momento agradável!


1. Ter um espaço em casa definido para os estudos, com o material necessário disponível, bem iluminado e tranquilo. É importante que o momento do tema de casa seja produtivo e também prazeroso, é uma atividade de responsabilidade da criança. Cabe aos pais organizarem e orientarem nos primeiros anos escolares em caso de necessidade.



2. Uma rotina de estudos planejada, horário estabelecido com o objetivo de reforçar os conteúdos da aula evita os momentos de ansiedade antes de uma prova ou entrega de trabalhos. Muitas vezes a criança desiste de estudar, pois se dá conta que não domina grande parte dos conteúdos ou tem seu material incompleto, anotações desorganizadas e ilegíveis. Organizando-se sistematicamente a matéria estará sempre em dia.



3. Iniciar os estudos pela matéria que tem facilidade ou preferência é mais interessante, pois o aluno vai sentir-se estimulado para enfrentar as dificuldades que poderão surgir com as outras disciplinas.



4. É indicado utilizar-se de agendas, cartazes, lembretes para facilitar a organização do estudante. (Colar cartazes no local de estudo e de fácil visualização, riscando sempre os deveres que já foram concluídos dá uma sensação de vitória a cada etapa vencida e a oportunidade da criança enxergar tudo que já fez).



5. Ensinar o hábito da leitura, também é responsabilidade dos pais. Oportunizar (com bom senso) que a criança escolha o que vai ler, conversar sobre essa leitura, trocar ideias, mostrar interesse no que ela está lendo. É uma boa maneira de trabalhar interpretação, compreensão, sequência de fatos e aprimorar o vocabulário. Consultar um dicionário quando houver dúvidas é importante para enriquecer a leitura, a compreensão e a escrita.



6. É tarefa dos pais ajudarem o estudante a se organizar sem ter que resolver por elas. O tema de casa é uma atividade de reforço entre o aluno e o professor. Bem seguro e confiante - o estudante - vai dar conta muito cedo de seus compromissos alcançando sucesso na escola e na vida pessoal.

Sandra H. Pio         Psicopedagoga Reg. MEC 7526

domingo, 9 de outubro de 2016

As Dificuldades de Aprendizagem na Educação Infantil

As dificuldades de aprendizagem que aparecem precocemente em crianças, muitas vezes são tratadas pela família e a escola como algo que vai passar. Isto nem sempre acontece, na maioria das vezes estas dificuldades de aprendizagem podem estar ligadas a um transtorno do desenvolvimento e irão acompanhar a criança na escola regular.

Imaturidade não é a única causa de tais transtornos, uma avaliação cuidadosa realizada por um profissional especializado é o mais indicado, desde o momento em que alguma dificuldade se manifeste, independente da idade. Uma observação de extrema importância; não devemos esperar que a criança resolva sozinha acreditando que cada um tem seu tempo. Em muitos casos estamos perdendo tempo para estimular e tratar adequadamente. Por isso a importância de conhecer as fases do desenvolvimento infantil.

Especialistas em educação afirmam - Crianças que apresentam dificuldades em acompanhar o ritmo da sua turma na aquisição de novas habilidades básicas, estão mais propensas em apresentar problemas nas diferentes áreas nos anos escolares futuros, manifestando-se na área cognitiva, social e emocional.

Cabe ao professor na Educação Infantil estar atento nestas primeiras experiências da criança. O desempenho escolar está iniciando e lacunas não deverão acompanhá-la. Caso contrário, a criança começa a formar uma baixa autoestima, medo ou resistência para enfrentar as dificuldades, desistir da busca pelo novo, da curiosidade e a demonstrar pouco prazer em aprender.

A criança pequena ainda não verbaliza os seus sentimentos, os sintomas poderão manifestar-se de diferentes formas. Ela pode tornar-se ansiosa, agressiva, isolar-se, não dormir bem, apresentar condutas regressivas, como urinar na cama, roer unha, morder, chorar por qualquer coisa, etc. Algumas se dizem cansadas e dores imaginárias aparecem ou irritação constante. Estão sempre frustradas e insatisfeitas.

A criança saudável demonstra muita curiosidade. Cabe ao professor dirigir um olhar de investigação para aquela criança que não se interessa pelas novidades. Muitas vezes mesmo se esforçando a criança não consegue acompanhar o ritmo de seus coleguinhas na aprendizagem.

A escola deverá em conjunto com a família buscar meios de ajudar, visto que nesta faixa etária sua identidade está em formação.

Em fase inicial de aprendizagem, a criança ser mal sucedida pode ser alvo de críticas e cobranças constantes por parte da família e até mesmo da escola. O contrário deve acontecer. Deve ser estimulada para vencer suas dificuldades e valorizada em suas conquistas sempre respeitando suas produções.

A criança que apresenta dificuldades passa a acreditar que é diferente dos demais por não conseguir bons resultados. Apesar de seus esforços tenderá a se achar menos capacitada e cada vez investe menos na aprendizagem que passa a ser algo que não lhe traz prazer e sim sofrimento.

Cabe aos profissionais da Educação Infantil o olhar específico para o desenvolvimento da criança. É indispensável, conhecer as características das faixas etárias. É através de observações diárias, de jogos e brincadeiras, de comportamentos manifestos da criança que o adulto estimula e acompanha o desempenho para em caso de necessidade poder solicitar à família uma avaliação de um especialista.

Afastar desde cedo problemas significativos de aprendizagem que poderão prejudicar seu desenvolvimento colaborando para o insucesso não só na vida escolar como na vida pessoal desta criança é responsabilidade da família e de todos os profissionais da educação que acompanham a criança.

Sandra H. Pio – Psicopedagoga
Psicopedagoga Reg.MEC 7526 Porto Alegre

sandra@sulmail.com