terça-feira, 25 de julho de 2017

TDAH - 7 Regras para a Família e a Escola



Princípios Gerais de Manejo na Escola
Russell A. Barkley

São 7 regras que a família e a escola juntas poderão projetar um programa para a criança portadora de TDAH.

1. Regras e instruções devem ser claras, breves e (quando possível) representadas fisicamente sob a forma de cartazes, listas e outros lembretes visuais. Acreditar na memória da criança e em lembretes verbais geralmente não funciona. Encoraje a criança a repetir as instruções em voz alta e repeti-las a si mesmas em baixo tom enquanto segue as instruções.

2.
Recompensas, punições e respostas usadas para manejar o comportamento da criança devem ser dispensados de maneira rápida e imediata, e a abordagem total para a utilização de consequências deve ser bem planejada e organizada.

3.
Respostas ou resultados frequentes por seguir regras são cruciais para manter a obediência da criança.

4.
Crianças com TDAH são menos sensíveis a elogios sociais e reprimendas; portanto, as consequências por bom ou mau comportamento devem ser mais vigorosas do que aquelas necessárias para controlar o comportamento de crianças sem TDAH.

5. Recompensas e incentivos devem ser usados em vez da punição, ou seu filho passará a encarar a escola como um local em que provavelmente ele vai ser mais punido do que recompensado. Certifique-se de que o professor espera uma semana ou duas após estabelecer um programa de recompensas na escola antes de começar a usar punições. Certifique-se, então, que o professor fornece duas ou três recompensas para cada punição. Quando as punições falham, veja inicialmente se as recompensas são insuficientes; quando forem, as punições não controlarão o comportamento do seu filho.

6. Sistemas de recompensas com fichas podem permanecer eficazes durante um ano escolar inteiro com mínima perda de intensidade, já que as recompensas são alteradas frequentemente. Crianças que apresentam TDAH enjoam de determinadas recompensas mais rápido que outras crianças, e professores que não são capazes de reconhecer esse fato geralmente abandonam o programa de fichas muito precocemente, acreditando que ele parou de funcionar.

7. A antecipação é o segredo com crianças que apresentam TDAH, especialmente durante as fases de transição. Para assegurar que seu filho está atento a uma mudança que está para acontecer, peça ao professor para seguir as estratégias. (a) Revise as regras antes de prosseguir com novas atividades; (b) faça com que a criança repita essas regras, incluindo recompensas por bom comportamento e punição por má conduta e (c) dê seguimento ao plano quando a atividade começar. Aqui, a mensagem importante para os educadores é: Pense em voz alta, pense para frente.

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Hábitos de Estudos - Estudar Também se Aprende



                                                       
Nada melhor que a volta às aulas para os pais e professores reforçarem a autoestima da criança destacando seus aspectos positivos e suas potencialidades direcionando para autonomia, responsabilidade, organização e satisfação em cumprir seus deveres.

Algumas sugestões para tornar esse momento agradável!


1. Ter um espaço em casa definido para os estudos, com o material necessário disponível, bem iluminado e tranquilo. É importante que o momento do tema de casa seja produtivo e também prazeroso, é uma atividade de responsabilidade da criança. Cabe aos pais organizarem e orientarem nos primeiros anos escolares em caso de necessidade.



2. Uma rotina de estudos planejada, horário estabelecido com o objetivo de reforçar os conteúdos da aula evita os momentos de ansiedade antes de uma prova ou entrega de trabalhos. Muitas vezes a criança desiste de estudar, pois se dá conta que não domina grande parte dos conteúdos ou tem seu material incompleto, anotações desorganizadas e ilegíveis. Organizando-se sistematicamente a matéria estará sempre em dia.



3. Iniciar os estudos pela matéria que tem facilidade ou preferência é mais interessante, pois o aluno vai sentir-se estimulado para enfrentar as dificuldades que poderão surgir com as outras disciplinas.



4. É indicado utilizar-se de agendas, cartazes, lembretes para facilitar a organização do estudante. (Colar cartazes no local de estudo e de fácil visualização, riscando sempre os deveres que já foram concluídos dá uma sensação de vitória a cada etapa vencida e a oportunidade da criança enxergar tudo que já fez).



5. Ensinar o hábito da leitura, também é responsabilidade dos pais. Oportunizar (com bom senso) que a criança escolha o que vai ler, conversar sobre essa leitura, trocar ideias, mostrar interesse no que ela está lendo. É uma boa maneira de trabalhar interpretação, compreensão, sequência de fatos e aprimorar o vocabulário. Consultar um dicionário quando houver dúvidas é importante para enriquecer a leitura, a compreensão e a escrita.



6. É tarefa dos pais ajudarem o estudante a se organizar sem ter que resolver por elas. O tema de casa é uma atividade de reforço entre o aluno e o professor. Bem seguro e confiante - o estudante - vai dar conta muito cedo de seus compromissos alcançando sucesso na escola e na vida pessoal.

Sandra H. Pio         Psicopedagoga Reg. MEC 7526

domingo, 9 de outubro de 2016

As Dificuldades de Aprendizagem na Educação Infantil

As dificuldades de aprendizagem que aparecem precocemente em crianças, muitas vezes são tratadas pela família e a escola como algo que vai passar. Isto nem sempre acontece, na maioria das vezes estas dificuldades de aprendizagem podem estar ligadas a um transtorno do desenvolvimento e irão acompanhar a criança na escola regular.

Imaturidade não é a única causa de tais transtornos, uma avaliação cuidadosa realizada por um profissional especializado é o mais indicado, desde o momento em que alguma dificuldade se manifeste, independente da idade. Uma observação de extrema importância; não devemos esperar que a criança resolva sozinha acreditando que cada um tem seu tempo. Em muitos casos estamos perdendo tempo para estimular e tratar adequadamente. Por isso a importância de conhecer as fases do desenvolvimento infantil.

Especialistas em educação afirmam - Crianças que apresentam dificuldades em acompanhar o ritmo da sua turma na aquisição de novas habilidades básicas, estão mais propensas em apresentar problemas nas diferentes áreas nos anos escolares futuros, manifestando-se na área cognitiva, social e emocional.

Cabe ao professor na Educação Infantil estar atento nestas primeiras experiências da criança. O desempenho escolar está iniciando e lacunas não deverão acompanhá-la. Caso contrário, a criança começa a formar uma baixa autoestima, medo ou resistência para enfrentar as dificuldades, desistir da busca pelo novo, da curiosidade e a demonstrar pouco prazer em aprender.

A criança pequena ainda não verbaliza os seus sentimentos, os sintomas poderão manifestar-se de diferentes formas. Ela pode tornar-se ansiosa, agressiva, isolar-se, não dormir bem, apresentar condutas regressivas, como urinar na cama, roer unha, morder, chorar por qualquer coisa, etc. Algumas se dizem cansadas e dores imaginárias aparecem ou irritação constante. Estão sempre frustradas e insatisfeitas.

A criança saudável demonstra muita curiosidade. Cabe ao professor dirigir um olhar de investigação para aquela criança que não se interessa pelas novidades. Muitas vezes mesmo se esforçando a criança não consegue acompanhar o ritmo de seus coleguinhas na aprendizagem.

A escola deverá em conjunto com a família buscar meios de ajudar, visto que nesta faixa etária sua identidade está em formação.

Em fase inicial de aprendizagem, a criança ser mal sucedida pode ser alvo de críticas e cobranças constantes por parte da família e até mesmo da escola. O contrário deve acontecer. Deve ser estimulada para vencer suas dificuldades e valorizada em suas conquistas sempre respeitando suas produções.

A criança que apresenta dificuldades passa a acreditar que é diferente dos demais por não conseguir bons resultados. Apesar de seus esforços tenderá a se achar menos capacitada e cada vez investe menos na aprendizagem que passa a ser algo que não lhe traz prazer e sim sofrimento.

Cabe aos profissionais da Educação Infantil o olhar específico para o desenvolvimento da criança. É indispensável, conhecer as características das faixas etárias. É através de observações diárias, de jogos e brincadeiras, de comportamentos manifestos da criança que o adulto estimula e acompanha o desempenho para em caso de necessidade poder solicitar à família uma avaliação de um especialista.

Afastar desde cedo problemas significativos de aprendizagem que poderão prejudicar seu desenvolvimento colaborando para o insucesso não só na vida escolar como na vida pessoal desta criança é responsabilidade da família e de todos os profissionais da educação que acompanham a criança.

Sandra H. Pio – Psicopedagoga
Psicopedagoga Reg.MEC 7526 Porto Alegre

sandra@sulmail.com

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Professor pode saber conteúdo, mas não aprende a ensinar, diz educadora

Se a sociedade brasileira deseja mais qualidade em educação, a formação dos nossos professores precisa ser debatida. Essa é a opinião da educadora Guiomar Namo de Mello, diretora da EBRAP (Escola Brasileira de Professores) e uma das palestrantes da Bett Brasil Educar 2016, evento que ocorre em São Paulo nesta semana.

Segundo a educadora, formada pela USP e com pós-doutorado em Londres, o professor brasileiro precisa de orientação e de uma formação melhor, já que, na média, ele não tem um grande domínio do conteúdo que tem de ser ensinado e, muito menos, da maneira como esse assunto deve ser transmitido.

"Não temos um prêmio Nobel em cada sala de aula lecionando. O nosso professor, infelizmente, tem uma formação que deixa muito a desejar. Além de saber o conteúdo, o professor tem de dominar a pedagogia desse conteúdo", afirmou. "Fazer a passagem daquilo que o professor aprendeu para aquilo que ele vai ensinar exige esforço, conceituação e uma prática que você só vai forjando com a experiência", completou.

Professor não aprende a ensinar

Um dos principais problemas da formação de professores no Brasil é que não há especialista em didática de disciplina. Quem leciona matemática, por exemplo, passou um grande treinamento, na faculdade, de matemática. No entanto, não necessariamente esse profissional aprendeu a ensinar matemática para outras pessoas.

"O Brasil não tem pós-graduação sobre o ensino das coisas. Não possui professores que ensinem a ensinar", disse. "Como a matemática tem que ser ensinada nas escolas? Como a do engenheiro? Essa pergunta não é trivial. Na verdade, a sociedade tem desprezo pelo ato de ensinar que é complexo e nobre", completou.

Outro grave problema é a falta de domínio do conteúdo de alguns docentes.
Para Guiomar, os professores de 1º a 5º ano precisam também ter mais aulas do conteúdo que ensinam.

"Tem muito aluno de pedagogia, que vai se tornar professor, que entra na faculdade sem dominar português e matemática. Esse estudante não tem preparo técnico e não sabe nada", disparou a educadora.
Base Nacional Comum Curricular

Recentemente, o governo federal, ainda sob o comando da presidente Dilma Rousseff, apresentou a segunda versão da Base Nacional Comum Curricular. Esse currículo tem como meta preparar conteúdos mínimos para serem ministrados a alunos de todo o país e, com isso, reduzir as desigualdades de ensino.

Apesar de apoiar a ideia, Guiomar faz muitas críticas à maneira como vem sendo implantada.

"Discutir currículo talvez seja a coisa mais complexa na educação, pois estamos trabalhando em um campo de hegemonia ideológica. Além disso, ninguém no Brasil tem experiência de construção curricular sólida. Nos EUA, por exemplo, a construção de uma base curricular comum foi uma história longa e muito tumultuada", contou.

"O MEC resolveu fazer a base nacional no tempo político e não pedagógico e estabeleceu prazos que não são certos. A primeira versão saiu ruim, sem um preparo sério pra isso. Na segunda versão muita coisa mudou, mas ainda faltam outras tantas. Existe um tom de currículo como bandeira política e ideológica", acrescentou.

Fonte: UOL

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Dificuldades de Aprendizagem

A influência dos pais é importante para criar hábitos como a leitura, por exemplo? De que forma?

Sim, as crianças aprendem pelo modelo. Se os pais são leitores assíduos, lêem por prazer e discutem as informações com a criança estão passando para ela que ler é importante, traz informações e novidades. Oportunizar visitas em livrarias possibilitando que a criança escolha um livrinho que lhe interesse, dentro de sua faixa etária, é uma boa técnica para despertar o interesse pela leitura. Esses pais estarão ensinando a criança a formar hábitos de leitura. É também importante que os pais se interessem pela leitura da criança, conversem, interroguem, é um bom exercício de interpretação e compreensão.

Quais são os principais sinais que indicam problemas na aprendizagem?

Desde muito cedo poderemos detectar que existem problemas de aprendizagem. Na maioria dos casos vai “aparecer” quando a criança ingressa na escola de ensino regular, mas se a criança frequenta pré-escola as dificuldades já podem ser evidentes ou se a família está atenta também observa suas limitações. Existe uma falsa ideia de que ela é imatura e que o tempo vai ajudar. Acredito que quanto maior o tempo de espera para buscar um profissional especializado, maior sofrimento para a criança e a dificuldade tende a aumentar. Os principais sintomas são os atrasos no desenvolvimento que se observa na criança em comparação com todos de sua faixa etária. Por exemplo, uma criança com dois anos que não fala, uma criança de cinco anos com dificuldades motoras, uma criança de seis anos que não reconheça letras que não conheça os números, etc. A criança nos indica de formas diversas, mas o olhar do professor deve ser de perceber as dificuldades. O professor não necessariamente vai precisar tratar a dificuldade basta avaliar que esta criança precisa ser acompanhada por um especialista em casos mais severos. Um alerta importante, a criança quietinha, que não incomoda e que não termina a tarefa junto com a turma, ela não é “preguiçosa” ela pode estar enfrentando alguma dificuldade.

Como detectar as causas que desencadeiam tais problemas?

Na escola, os professores devem ter conhecimento das características das faixas etárias. Se a criança não está respondendo aos estímulos adequadamente, uma avaliação médica, psicológica, psicopedagógica ou fonoaudiológica deve ser solicitada. As causas são muitas, cada caso é um. Podem ser dificuldades de causas variadas, de ordem neurológica ou emocional. Só mesmo uma avaliação especializada poderá detectar uma dificuldade ou atraso. A família é fundamental, se os pais estão dispostos a enfrentar juntos a dificuldade, provavelmente a criança será a maior beneficiada neste processo.

Envelhecimento dos Pais

Que tipo de prejuízo os pais que não sabem envelhecer causam aos filhos?

Eu não diria o que é saber envelhecer. Cada um envelhece de acordo com o tipo de vida que sempre levou. Pessoas bem resolvidas, que administram suas vidas afetiva e financeiramente de maneira saudável, terão se planejado para uma velhice mais tranquila. Já os pais que sempre foram desorganizados terão dificuldades na velhice. Portanto acredito que estes filhos então adultos já conhecem o comportamento de seus pais e saberão lidar com cada um. Não será a velhice que vai trazer prejuízos.

Qual é a melhor forma de enfrentar a realidade do envelhecer encarada no crescimento dos filhos?

Enfrentar o envelhecimento é enfrentar a vida. Ter objetivos, planejamento e autoestima. Acreditar que a vida nos apresenta fases e vivê-las da melhor maneira, trabalhando, cuidando da vida afetiva, vivendo bons momentos de lazer e aceitando as etapas e suas características. Temos que saber aproveitar as oportunidades sempre. E elas aparecem independente da idade. Os filhos crescem e nós crescemos junto com eles.


É comum, atualmente, os pais não lidarem bem com o envelhecimento? Por quê?

Eu acredito que as pessoas estão lidando muito bem com o envelhecimento, nunca vi e ouvi tanta gente madura lidando bem com o envelhecimento. As pessoas trabalham mais, estudam, se casam novamente, viajam. Cognitivamente os velhos estão mais ativos e fisicamente também, as academias, os parques mostram o número de pessoas mais velhas em atividade.